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Companhias Aéreas

Azul recebe avisos de inadimplência em leasings de alguns aviões

Ainda não foi informado se as empresas de leasing entraram com ações para retomada dos aviões.


Azul recebe avisos de inadimplência em leasings de alguns aviões

Imagem: Divulgação

De acordo com a Reuters, A companhia aérea Azul informou nesta quinta-feira em comunicado ao mercado norte-americano que recebeu avisos de inadimplência no pagamento de leasings de alguns aviões, depois que não renegociou termos dos contratos em meio aos impactos da pandemia de coronavírus.

O comunicado enviado pela companhia não informa se as empresas de leasing entraram com ações de retomada dos aviões, mas a Azul informou que está negociando e que acredita que será capaz de obter “acordos satisfatórios” com elas.

Em meio a pandemia que tem causado uma crise no setor aéreo, as empresas aéreas têm sido obrigadas a cancelar voos e parar seus aviões por falta de demanda. A crise já fez algumas cias pelo mundo fazer cortes no quadro de funcionários e até mesmo algumas grandes cias já vieram a decretar falência.

E não tem sido diferente pra Azul Linhas Aéreas.  Neste mês de abril a cia contratou dois grandes escritórios de advocacia — Thomaz Bastos, Waisberg, Kurzweil (TWK) Advogados e Pinheiro Neto — para tratar de compromissos e vencimentos, mais a Galeazzi & Associados para reorganização do negócio e ainda a Plane View Partners, especializada no relacionamento com fabricantes e empresas de arrendamento de aeronaves.

Além da contratação dos escritórios para tratar de renegociações, a companhia viu seu valor no mercado de ações despencar. Seu controlador David Neeleman viu suas ações, que garantiam um empréstimo de 30 milhões de dólares, serem tomadas. Há especulações de que David Neeleman esteja de olho em outra companhia. Investidores acreditam que Neeleman tem todos os motivos para pensar no seu próximo negócio, uma outra empresa aérea, já que as coisas na Azul não andam “às mil maravilhas”.

O período turbulento não para por aí.  A empresa viu sua média de voos diários cair de 900 para apenas 70 voos e mais da metade de seus funcionários tiveram que entrar de licença não remunerada. Em meio à crise onde há pouca ou quase nenhuma receita entrando no caixa da empresa , a companhia deve readequar seus custos e tentar contornar a crise, afinal, especula-se que o setor aéreo deva levar entre 2 a 3 anos para recuperar a demanda pré crise.